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Integrantes Do Pcc SÃo Exterminados Em Presidio Do Amazonas.

Postado em 02/01/2017 às 15:13 por fran rangel - aprovado por Colaboradoor - Enviar por E-mail

Uma rebelião no Complexo Penitenciária Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, deixou dezenas de mortos e feridos. O juiz Luís Carlos Valois, que esteve no local para negociar o fim da crise, disse que viu muitos corpos e que "aparentemente morreram entre 50 e 60 presos", mas que era difícil precisar o número "pois muitos estavam esquartejados". As autoridades ainda não divulgaram o número oficial, mas o o secretário de Segurança Pública do Estado, Sérgio Fontes, falou em "no máximo 60". A rebelião na unidade começou na tarde de domingo, e a situação foi controlada durante a manhã desta segunda-feira. Na noite do dia 1º, Fontes falou que se tratava de um “massacre” provocado pela briga entre as facções criminosas Primeiro Comando da Capital, originária de São Paulo, e a Família do Norte, do Amazonas. No domingo seis detentos foram decapitados e tiveram seus corpos arremessados para fora da unidade. Ao menos 12 guardas prisionais foram feitos reféns e posteriormente liberados sem ferimentos.De acordo com a Umanizzare, empresa responsável pela gestão do Compaj, a unidade abriga 1072 internos, e é o maior presídio do Amazonas. Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que a grande maioria dos mortos na rebelião eram do PCC. Desde outubro do ano passado o rompimento entre o Primeiro CO secretário também afirmou que foram ouvidos disparos de arma de fogo no início da rebelião, por volta das 15h de domingo. “Precisamos averiguar se eles usaram armas”, disse o secretário. De acordo com ele, antes do levante houve uma fuga no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), também em Manaus, que teria sido uma cortina de fumaça para a rebelião. Um dos presos que fugiu do Ipat chegou a postar no Facebook uma foto de sua fuga da unidade com a legenda "Fulga (sic) da cadeia". Vídeos com uma pilha de corpos esquartejados empilhados dentro do Compaj circularam na Internet. MAIS INFORMAÇÕES Rebeliões sinalizam fim de pacto entre facções e espalham tensão em presídios Maior facção criminosa do Brasil lança ofensiva empresarial no Rio Norte e Nordeste são a linha de frente do embate entre PCC e CV O Compaj, onde ocorreu a rebelião, é um presídio dominado pela Família do Norte. Na unidade os detentos do PCC são minoria e ficam confinados em dois pavilhões e uma área conhecida como o "seguro", onde ficam separados do restante da população carcerária. Documentos obtidos pelo EL PAÍS apontam que uma das lideranças do grupo José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido dentro do sistema carcerário como Messi, chegou a negociar com as autoridades para acabar com a área reservada aos presos do PCC. De acordo com informações da PF, em meio a uma onda de violência na capital em 2015, Barbosa foi convocado para uma reunião no Compaj, com o então secretário de Administração Penitenciária do Estado, o coronel reformado Louisimar Bonates. Durante o encontro ele fez a solicitação de acabar com a área destinada aos presos paulistas em troca da pacificação das ruas e presídios. O acordo acabou não se concretizando. Pichação com as iniciais do Comando Vermelho e da Família no Norte dentro de presídio em Manaus. A região Norte é fundamental para o tráfico internacional: as principais rotas de droga passam por suas fronteiras, uma vez que estes Estados fazem divisa com grandes países produtores de cocaína, como Peru, Bolívia e Colômbia – além da Venezuela, famosa pela permissividade em suas fronteiras. O controle das cadeias locais estabelece o poder sobre essa atividade. Já no Nordeste ficam alguns dos pontos de escoamento da droga que vai até a África e Europa. Nos últimos anos, o PCC fortaleceu sua presença em algumas das mais importantes rotas do tráfico internacional de drogas e armas. A facção é responsável pelos principais carregamentos de cocaína vindos da Colômbia e Bolívia e maconha do Paraguai. O Comando Vermelho, por sua vez, perdeu preponderância nestas rotas após a prisão de Luiz Fernando Costa, o Fernandinho Beira-Mar, em 2001 na Colômbia. À época, ele negociava com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia para a compra de cocaína.omando da Capital a o Comando Vermelho, facção criminosa fundada no Rio de Janeiro e aliada da Família do Norte, elevou a tensão nos presídios do Norte e Nordeste do país. A facção amazonense, inclusive, foi pivô deste rompimento: três lideranças do PCC foram brutalmente degoladas entre junho e julho de 2015 dentro de presídios de Manaus a mando das lideranças da FDN.

 

 

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